quinta-feira, 30 de julho de 2009

O doutor da alegria

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Entrevista: Robert Rey
O doutor da alegria
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Estrela de um seriado americano que
mostra plásticas ao vivo, cirurgião
brasileiro conta como propaga a beleza

TRECHOS DA ENTREVISTA:

Veja Como o senhor foi morar nos Estados Unidos, com uma família de mórmons?
Rey – Naquela época, havia muitos missionários mórmons americanos no Brasil. Eles iam de casa em casa ensinando o Evangelho. Um dia, bateram na nossa porta e meu pai começou a conversar com eles. Não que fosse ligado em religião, mas estava com saudade do país dele. Eles visitaram nossa casa várias vezes e, um belo dia, um deles disse para o meu pai: "Robert, por que você não deixa eu levar essas crianças para a minha casa, nos Estados Unidos? Vai ser melhor para você". Meu pai ficou muito contente. Minha mãe não tinha voz ativa na família. Assim, por incrível que pareça, ele mandou os quatro filhos para os Estados Unidos. Eu não consigo entender. Tenho minha filha agora e não consigo ficar um dia sequer sem vê-la. Imagine anos, como foi o caso dele.

Veja Vocês foram adotados?
Rey – Não. Eu e uma irmã fomos primeiro porque era só o que meu pai podia pagar. Minha outra irmã e meu outro irmão vieram mais tarde. Fui morar em Utah, nas Montanhas Rochosas, um Estado muito belo, mas muito isolado. O Brasil é também lindo, mas a minha situação estava tão ruim que foi ótimo ter mudado para os Estados Unidos.

VejaVocê ainda tem notícias da família mórmon?
Rey – O jovem missionário que me trouxe para cá virou um grande escritor de ficção científica, Orson Scott Card. A família era muito ativa, fazia teatro, lia muito. Por causa disso acabei entrando em Harvard, que é a melhor universidade dos Estados Unidos, onde fiz parte do meu curso de medicina. Nos Estados Unidos são dez anos de estudo só para virar médico, mais oito para virar cirurgião plástico.

Veja Como vê o seu o futuro?
Rey – Um dia quero voltar a morar no Brasil. Vou mandar meus filhos para a universidade aqui e depois volto. Mesmo estando no mundo de Hollywood, ainda sou mórmon, e essa religião ensina a devolver o que você recebeu. Eu vou voltar para o Brasil e fazer cirurgia em uma área sem recursos – no Acre, na Amazônia, onde eles precisem de um cirurgião plástico.


Pouco da sua história:

Bonitão e musculoso, o cirurgião plástico Robert Rey, 43 anos, virou campeão de audiência da TV a cabo americana operando, brincando com a filhinha de 3 anos e fazendo musculação no reality show Dr. 90210, que apresenta falando inglês com leve sotaque. Explica-se: Rey nasceu Roberto Miguel Rey Junior, filho de pai americano relapso e mãe gaúcha, no bairro da Lapa, em São Paulo ("o lado pobre, perto do mercado"). Aos 12 anos, foi para os Estados Unidos, viver com a família de um missionário mórmon. "Lá eu dormi numa cama pela primeira vez. Antes, dormia em cima de uma mesa velha", conta. Decidido a provar que não era apenas "um pé-rapado da América Latina", fez medicina em Harvard e hoje é dono de uma clínica no bairro das estrelas, Beverly Hills, onde fatura 4 milhões de dólares por ano e tem na lista de pacientes atores e atrizes de Hollywood.

Fonte: Veja online

3 comentários:

Camilla disse...

Ele e sua linda família ainda se batizam! =)

Jack disse...

ele eh famoso mesmo nos usa

Anônimo disse...

Legal a matéria, parece ser gente muito competente o Dr Hollyood, eu também sou mórmom e gostaria muito de saber o que os profetas acham sobre cirurgias de embelezamento e colocação de silicone